domingo, 6 de janeiro de 2013

"I open at the close."


   Sempre me questionaram o porque de Harry Potter, uma literatura voltada para o público infantil, conseguir fazer parte da vida de uma adolescente de 17 anos. Sempre respondia a mesma coisa: “Foi com ele que aprendi o gosto e prazer por leitura”. De certa forma, foi um fator que contribui, mas isso poderia ter ocorrido com qualquer livro bom. O real motivo de eu sempre ler e me emocionar com certos diálogos  de certa forma bobo – foi a forma na qual atribui Harry Potter e seu mundo de magia como minha válvula de escape. Precisava (as vezes ainda preciso) de algo para fugir da realidade na qual me cercava, houve uma época em minha vida em que não podia contar com ninguém. Tive um período de 2 anos de pura solidão. O que me manteve sã foram meus livros e suas realidades paralelas na qual me proporcionavam. Talvez por isso tenho uma certa preferência por histórias de fantasia, não apenas Harry Potter, como Nárnia e Senhor dos Anéis. Foi a forma que encontrei em manter esperança de que um dia encontraria meu final feliz. Essa esperança ainda se mantém dentro de mim, um pouco mais fraca, porque nos últimos tempos, veio conseguindo encontrar alguns pontos de felicidade.



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