Sempre me questionaram o porque de Harry Potter, uma
literatura voltada para o público infantil, conseguir fazer parte da vida de
uma adolescente de 17 anos. Sempre respondia a mesma coisa: “Foi com ele que aprendi o gosto e prazer por leitura”. De certa forma, foi um fator
que contribui, mas isso poderia ter ocorrido com qualquer livro bom. O real
motivo de eu sempre ler e me emocionar com certos diálogos – de certa forma bobo – foi a forma na qual atribui Harry Potter
e seu mundo de magia como minha válvula de escape. Precisava (as vezes ainda preciso)
de algo para fugir da realidade na qual me cercava, houve uma época em minha
vida em que não podia contar com ninguém. Tive um período de 2 anos de pura
solidão. O que me manteve sã foram meus livros e suas realidades paralelas na qual me proporcionavam. Talvez por isso tenho uma certa
preferência por histórias de fantasia, não apenas Harry Potter, como Nárnia e
Senhor dos Anéis. Foi a forma que
encontrei em manter esperança de que um dia encontraria meu final feliz. Essa
esperança ainda se mantém dentro de mim, um pouco mais fraca, porque nos últimos
tempos, veio conseguindo encontrar alguns pontos de felicidade.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário