sábado, 27 de abril de 2013

Learning to draw again.

   Uma das memórias mais antigas da qual me recordo foi meu interesse por desenho. Por volta dos meus 4 anos disse para minha avó: "Quero ser pintora, posso fazer um desenho para a senhora?", ela respondeu que sim com toda a empolgação de uma avó babona. Mal sabia que o desenho seria feito na parede branca da sala. Não lembro da reação dela ao ver essa "arte" (provavelmente apanhei), tudo que lembro foi que após esse episódio ganhei um quadro com o dobro da minha altura onde desenhava loucamente. Meus presentes começaram a se resumir a: canetas, lápis, giz de ceras e papéis de todas as cores.
   Porém, logo enjoei e deixei de lado esse hobbie que foi tão pouco duradouro. Com 11 anos o amor ao desenho (leia-se falta do que fazer) falou mais alto e me resolvi me dedicar de verdade. Tinha apenas um problema: Eu era PÉSSIMA. Mas do que eu tinha de péssima para artes, tinha de cabeça dura. Logo encarei como desafio e passei a desenhar diariamente até obter um desenho na qual pelo menos não confundissem os olhos com as mãos. E consegui.
  Com 14 tive pela primeira vez um talento. Algo na qual me fazia ter orgulho de mim mesma, eu não conseguia acreditar que era capaz de fazer algo tão belo. Obviamente algumas pessoas perceberam isso e resolveram tirar proveito de uma pessoa que nunca aprendeu a dizer não. Quando dei por mim, não estava mais fazer desenhos por prazer e sim para satisfazer caprichos de pessoas que nem sequer falavam comigo. Isso me frustou demais e parei de desenhar. Perdendo a única coisa que me fazia especial.
  Essa é uma das coisas na qual mais me arrependo na minha vida. Sério, me dá vontade de voltar no tempo só para poder dá um tapa na minha cara por ter sido tão idiota. 
  Mas enfim, depois de 2 anos, um certo anjo fez com que meu amor por desenho voltasse. E dessa vez não é por falta do que fazer.

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